Monday, January 02, 2017
Sunday, January 01, 2017
Thursday, December 29, 2016
Monday, December 19, 2016
Sunday, December 18, 2016
Monday, November 28, 2016
Saturday, November 26, 2016
Monday, November 21, 2016
Sunday, November 20, 2016
Saturday, November 19, 2016
Saturday, November 12, 2016
Tuesday, November 08, 2016
Saturday, November 05, 2016
Wednesday, November 02, 2016
Sunday, October 23, 2016
Thursday, October 20, 2016
Saturday, October 15, 2016
Wednesday, October 12, 2016
Tuesday, October 11, 2016
Friday, October 07, 2016
Thursday, October 06, 2016
Wednesday, October 05, 2016
shhhh...
[o cansaço da espera, do relatório detalhado, o cansaço da noite, do silêncio. da ausência de uma mão no ombro que o envolva num abraço, da solidão, da invisibilidade. cansaço da repetição, da tentativa, da ingenuidade para não enlouquecer. o cansaço de nunca descolar dos aeroportos. o cansaço do ontem, do hoje, sem nada que faça prever que o amanhã seja diferente.]
Saturday, October 01, 2016
slow dance in her dreams
o silêncio alojado no espaço de um palmo que vai do externo à traqueia, é denso o filho da puta. escuro. engorda sugando a banalidade dos dias. a respiração superficial ajuda a lembrar como cresceu, o cabrão. a árvore frondosa do alheamento cresce rapidamente no substrato infértil de mim.
Wednesday, September 28, 2016
Monday, September 26, 2016
"perhaps my brains are old and scrambled"
I can't see the lines
I used to think I could read between
Perhaps my brains have turned to sand
Brian Eno [*]
Sunday, September 25, 2016
Thursday, September 22, 2016
Wednesday, September 21, 2016
Sunday, September 18, 2016
Saturday, September 17, 2016
Friday, September 16, 2016
as mãos, os pés calçados de lua, olhos inchados
ele caminha
vinho, bebe vinho como os deuses
esquece os corpos que o povoam, ouve vozes
pressentem-se vozes
a cidade existe em ti, mas ele tocou outros frios
outros marulhares, o vento cortante doutras ruas
um insecto luminoso, um eco
folha de árvore arrastando-se na lama, cigarro que se extingue na humidade da memória doutros dias
caminha, resta-lhe perder a memória
esvaziar-se
Al Berto, O Medo, págs 117-118
ele caminha
vinho, bebe vinho como os deuses
esquece os corpos que o povoam, ouve vozes
pressentem-se vozes
a cidade existe em ti, mas ele tocou outros frios
outros marulhares, o vento cortante doutras ruas
um insecto luminoso, um eco
folha de árvore arrastando-se na lama, cigarro que se extingue na humidade da memória doutros dias
caminha, resta-lhe perder a memória
esvaziar-se
Al Berto, O Medo, págs 117-118
Thursday, September 15, 2016
so faraway and yet so close
Friday, September 09, 2016
Thursday, September 08, 2016
Wednesday, September 07, 2016
Tuesday, August 30, 2016
Friday, August 26, 2016
Wednesday, August 24, 2016
Tuesday, August 23, 2016
Monday, August 15, 2016
Sunday, August 14, 2016
Friday, August 12, 2016
Wednesday, August 03, 2016
(...)
what the horizon only tells to us ghost
is that when its quiet in our heart
we become the diesel
we become the smoke
we become the prarie
we become spark
and the only song coming in on the radio
the only song coming in on the radio
well you take that map of the falling sky
and you lay it across your heart
and the lonliness between us is right where you are
and the lonliness between us is right where you are
Jason Molina
Tuesday, August 02, 2016
e o piano do coração aos trambolhões na escada rasgando cordas de veias (...) nunca vi uma pessoa ocupar tão pouco espaço como ele nessa tarde à medida que fragmentos indecisos principiavam a unir-se em mim, membranas transparentes e essa espécie de lágrimas que nos acompanham toda a vida, algumas vezes nas pálpebras mas a maior parte do tempo ocultas de nós, numa das pregas de desconsolo de que somos feitos, se conseguisse contar-vos, e não consigo, o que nos rói sem sabermos, o que custa sem darmos fé omitindo os segredos estrangulados e as misérias conscientes, tanta boneca falecida, tantos olhos só nossos que nos censuram
António Lobo Antunes, Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?
aqui há também uma coisa muito parecida com um idiota, que é um homem bom.
Pedro Mexia sobre o filme Um Homem Sério (Nov. 2015)
the fact that he sings so much about the heart, and about being filled with stuff, you know... sometimes dead stuff (...) his heart was open, always, and that sometime served him, and sometimes it meant that he felt everything.
[The Sad & Beautiful World of Sparklehorse - Bobby Dass, Alex Crowton]
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