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Tuesday, August 02, 2016
Thursday, September 26, 2013
Apago os nove dígitos? Rasgo os despojos? Mudo o pretérito para perfeito? Faço de conta que nada se passou? A distância «aumenta as grandes paixões e cura as pequenas», mas eu já nem sei se quero sossego, esperança ou desastre.
Pedro Mexia, Lei Seca
[regressaste com o Outono e tens ocupado mais espaço do que aquele que seria razoável.]
Pedro Mexia, Lei Seca
[regressaste com o Outono e tens ocupado mais espaço do que aquele que seria razoável.]
Sunday, December 30, 2012
Quando chegará?
Vai chegar o dia em que eu não escreverei mais sobre ti, mas amanhã não é ainda a véspera desse dia.
Pedro Mexia (a-leiseca)
[Ouvi-o tocar, vi o teu nome e afastei-me. Não quero ouvir a tua voz, quero manter-te morto... mas desde esse momento que tenho um nó na garganta e o coração a bater descompassado. Anseio pela véspera de tal dia.]
turn out the lights
Pedro Mexia (a-leiseca)
[Ouvi-o tocar, vi o teu nome e afastei-me. Não quero ouvir a tua voz, quero manter-te morto... mas desde esse momento que tenho um nó na garganta e o coração a bater descompassado. Anseio pela véspera de tal dia.]
turn out the lights
Tuesday, December 11, 2012
Monday, July 16, 2012
Porque por vezes as palavras dos outros nos assentam como uma luva...
O momento da decisão é um momento de impiedade. Escolhemos aquilo que é bom para nós, e os outros que se aguentem. Há com certeza excepções altruístas, ocasionais ou reincidentes, mas em geral é cada um por si. A nossa decisão muitas vezes não tem mal nenhum, o mundo continua todo exactamente como dantes, fica tudo esquecido num instante. Mas há decisões que afectam toda a vida de terceiros, de alto e baixo, e durante anos. Quem dispõe com impiedade da vida dos outros está no seu legítimo direito, mas também ter que ser homenzinho (ou mulherzinha) suficiente para aguentar o embate. Não falo de vinganças, que é coisa que detesto, ou de ressentimentos, que talvez sejam ainda piores que a vingança; o que eu digo é que quem dá uma navalhada tem de estar disposto a conviver com a cicatriz na cara de quem esfaqueou. Seria grotesco que protestasse contra a cicatriz, por inestética e ofensiva, quando segurou a arma branca que rasgou o rosto alheio. A impiedade da decisão tem de ser obrigada a conviver com a impiedade dos resultados da decisão. É um espectáculo lamentável? Ah, só reparaste agora?
Pedro Mexia
Thursday, July 12, 2012
A wolf among wolves
"Somos frágeis e fátuos e insignificantes. O amor às vezes reduz essa insignificância ou cria a ilusão de que significamos alguma coisa. Outras vezes é o mesmo amor que nos reduz à nossa insignificância. E de cada vez que aprendemos isto, aprendemos isto pela primeira vez."
Pedro Mexia
(in http://estadocivil.blogspot.pt/2008_01_01_archive.html)
[http://www.youtube.com/watch?v=78Fldi1Fq7A]
Monday, July 09, 2012
Contrabando de ilusões
"essa noite que eu retive, tu estiveste lá também, uma noite de prodígios, sabes bem.
(...) tu não cabes nesta cama, e agora é verdade, porque dizem que quem ama é quem aceita a crueldade. Eu descia às paredes, tu subias alçapões, era o nosso contrabando de ilusões."
Pedro Mexia
[texto e voz colados à pele]
Wednesday, July 04, 2012
“Não tiveste sequer entrada no capítulo dos «sentimentos». És apenas um incompetente.”
Pedro Mexia, Estado Civil
[http://www.youtube.com/watch?v=q9--s3ELazs]
Pedro Mexia, Estado Civil
[http://www.youtube.com/watch?v=q9--s3ELazs]
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